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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Copa e Internet


A abertura da Copa do Mundo provocou um recorde na internet. No início da tarde do dia 11 houve cerca de 12 milhões de visitas simultâneas a sites de notícias. Segundo a Akamai, empresa de gerenciamento de serviços de conteúdo na internet, desde a eleição do presidente americano Barack Obama não havia tantos acessos ao mesmo tempo à procura de um mesmo assunto. Quando Barack Obama venceu as eleições, aproximadamente 8,5 milhões de usuários se mobilizaram em busca dessa notícia na internet.
Apesar desse recorde mundial, dados revelam uma situação curiosa no Brasil. Segundo o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (CEPTRO.BR), orgão reponsável pela administração da internet no país, durante o primeiro jogo do Brasil o tráfego na internet caiu mais de 70%. No dia 16 o tráfego na web brasileira caiu de 35 Gb/s para 12 Gb/s na hora do jogo, queda maior do que a ocorrida nos finais de semana.
Outra curiosidade que aconteceu no mesmo período foi uma razoável queda no acesso a e-mails e outros sites profissionais em empresas, o acesso a internet ficou restrito a mídias sociais, como o Twitter. Apenas depois das 18 h os números de acesso voltaram à normalidade.

Fonte: Idg Now

Vivo Expande Internet 3G


A maior empresa de telefonia móvel do Brasil pretende quadruplicar seu serviço de banda larga móvel em apenas 18 meses. A Vivo anunciou no dia 10/06 seu ambicioso plano de expansão: até o fim do ano de 2011 ela pretende estender seus serviços a 2.832 novas cidades.
Atualmente a tecnologia 3G da Vivo atinge cerca de 600 cidades em todo o país. Para conseguir sua meta será necessária a implantação da internet rápida em cerca de quatro municípios por dia. O investimento estimado para tal avanço é de aproximadamente 2,49 bilhões de reais. A Vivo garantiu também que o investimento não dará prioridade a regiões que tem maior potencial de lucratividade rápida.
Os planos serão oferecidos com descontos nas primeiras parcelas, no primeiro mês não será cobrado mais de R$ 30 reais e a partir do segundo os usuários pagarão R$ 59,90 reais pelo plano que comporta 250 MB. O fato é que, se sua meta de expansão for plenamente alcançada, teremos, então, um grande crescimento de usuários de serviços de internet rápida em todo país, e uma provável corrida de outras empresas em busca de consumidores nas localidades mais afastadas do Brasil.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"Escolas Conectadas" (?)

"Quem mexe com internet/Fica bom em quase tudo/Quem tem computador/Nem precisa de estudo..." (Pato Fu, na música "Estudar Pra Quê?")

Até que ponto a internet nas escolas tem caráter educacional? Os alunos apenas utilizam a

ferramenta global para pesquisas e trabalhos solicitados pelos professores? Os professores são capacitados para auxiliar seus alunos no aprendizado digital?

De acordo com a matéria "Escolas conectadas", publicada no último dia 27 pelo jornal Tribuna da Bahia, no Brasil apenas 56% das unidades de ensino tem acesso à rede, sendo que a Bahia oferece internet para mais de 80% dos colégios estaduais, com promessa de conexão para todos os colégios até o final de 2010. O resto do país tem internet em apenas metade de suas escolas. Outro dado importante é que só 10% das bibliotecas brasileiras fornecem acesso à internet aos visitantes.

A assessoria de imprensa de Secretaria de Educação do Estado (SEC) declarou que a rede estadual receberá 495 laboratórios do Programa Nacional de Informática na Educação (Proinfo). Quase 10 mil computadores distribuídos na rede de ensino. Para garantir a conservação dos equipamentos, o Governo oferece capacitação aos professores, através do Instituto Anísio Teixeira.

Maria Helena Silveira Bonilla, em seu artigo Inclusão Digital nas Escolas, verifica que “as próprias escolas públicas enfrentam grandes dificuldades de ordem estrutural, pedagógica e tecnológica”. Poucos alunos têm acesso aos computadores em suas escolas e mais reduzido ainda é o número de professores que propõem atividades de aprendizagem articuladas diretamente com as Tecnologias da Informação e Comunicação - TIC. E ainda, "um professor 'excluído' digitalmente não terá a mínima condição de articular e argumentar no mundo virtual, e, por conseguinte, suas práticas não contemplarão as dinâmicas do ciberespaço".

Pesquisas confirmam que com o uso da internet os alunos compreendem melhor o assunto abordado. São postos em segundo plano os cadernos e o velho quadro. Bastam apenas alguns segundos até que todos estejam informados sobre os acontecimentos do mundo inteiro. Aí, a grande diferença é que aprender se torna atrativo. Os alunos, além de terem contato com a tecnologia, se preparam para as demandas atuais da sociedade. Nesse sentido, a inclusão digital tem sido um ganho significativo para a arte de educar.

Oficina Para Inclusão Digital

Desde 2001, a oficina é realizada em diversas cidades do Brasil, com o objetivo de discutir temas como inclusão digital e desenvolvimento social e econômico correlacionado com as novas tecnologias. Este ano será realizada a nona edição do evento, que acontecerá entre os dias 22 e 24 de junho em Brasília. Participarão do evento monitores de telecentros, representantes de ONGs, gestores de projetos da área, tanto governamentais como privados e estudiosos do tema.
A oficina, organizada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (SLTI/MP) e pelo Comitê Técnico de Inclusão Digital do Governo Federal, será composta por painéis, debates e oficinas práticas. Entre os temas debatidos estão: o Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades (Telecentros.BR), a Rede Nacional de Formação para Inclusão Digital e um histórico dos avanços da inclusão digital no país nos últimos anos.
O objetivo é que, ao longo dos três dias, possam surgir novas propostas de políticas públicas e diretrizes para o acesso às novas tecnologias digitais.

Saiba mais aqui

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Inclusão Digital, Inclusão Cultural

Através de mecanismos tecnológicos a possível visitação virtual a um museu foi uma curiosa iniciativa promovida pela ERA Virual - Exposições Virtuais de Museus Brasileiros.
Aplicativos em 3D possibilitam a visão minuciosa dos acervos culturais da história de nosso país.
A imagem vista na tela de seu computador é a de como um observador real com uma visão de 360º graus de qualquer ponto do prédio do museu. Em muitos casos é possível girar o objeto para vê-lo de todos os ângulos. Durante o passeio, o internauta é conduzido pela voz de um guia - turístico, que transmite informações do lugar. Existem outros esclarecimentos a respeito de como navegar no site.

O projeto tem como objetivos:

* Difundir acervos únicos presentes nos museus participantes e ampliar o alcance sócio-cultural-turístico de cada um destes museus e exposições;

* Democratizar o acesso a informação ao possibilitar que as exposições virtuais sejam acessadas por qualquer computador por meio de endereço da web de acesso público e gratuito;

* Criar produto cultural de qualidade que pode ser adotado como material didático para utilização online gratuita em escolas e instituições culturais, assim como material de pesquisa e estudo nas áreas de museologia e museografia, conservação e segurança de acervos.


O fato é que muito se restringiu passeios culturais à falta de acessibilidade ou à precária divulgação de certos eventos. Nós brasileiros não somos acostumados a visitar um teatro ou uma exposição motivados por um apreço cultural. Agora, essas novas tecnologias têm aberto portas para um crescimento culto jamais programado. A possibilidade de visitar um museu em Goiás ou em Santa Catarina sem nunca ter conhecido a tal cidade que comporta o referido lugar é de tirar o fôlego. Resta saber se os impasses de um crescimento culto de nossa sociedade
ainda prevalecerá diante de iniciativas como essas.

domingo, 30 de maio de 2010

Eleições, Novas Mídias e Inclusão Digital

Estamos vivendo uma época de transições e desafios, muitos deles impostos pela tecnologia e os novos meios de comunicação. O que promete marcar esse evento social de forma intensa é o uso das novas plataformas eletrônicas nas campanhas eleitorais deste ano no Brasil. Há algum tempo vem surgindo debates e hipóteses acerca do impacto do uso do twitter e de blogs para campanhas eleitorais na sociedade brasileira. O uso ético, o contato mais direto com o eleitor, o grande alcance desses meios, o acesso a eleitores jovens tem sido temas constantes nesses debates, e, dentro dessa miscelânia, se destaca a relação entre a inclusão digital e esse momento social. Encontrei uma reportagem interessante do Diário de Pernambuco, escrita por Lydia Barros, que expõe a opinião do fundador da primeira ONG de combate a exclusão digital na América Latina, o cientista social carioca Rodrigo Baggio.
Veja a reportagem em: Diário de Pernambuco.

Microsoft Apoia Inclusão no Rio

Na terça-feira passada, o governo do Rio de Janeiro e o chefe de operações globais da Microsoft, Kevin Turner, assinaram um memorando de intenções para a inclusão digital no estado. A empresa fornecerá treinamento para monitores, softwares e serviços de internet para ONGs do Estado do Rio. Na primeira fase, o projeto pretende beneficiar 600 famílias e 600 mil alunos de escolas públicas, em lugares como o Morro do Alemão e Manguinhos.
Apesar da Microsoft não revelar a quantia que será destinada a primeira etapa do projeto nem a data do início da implantação, ela comunica que, além de fornecer toda a tecnologia e conteúdo necessários para a capacitação de estudantes e funcionários, também irá oferecer curso de inglês básico pela web aos participantes. O governo será responsável por toda infraestrutura que será utilizada no projeto.


Fonte: TI INSIDE.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A tecnologia e a Internet como instrumentos de mobilização social


O "Ficha Limpa" foi aprovado ontem pelo Senado. O projeto, que impede a candidatura de pessoas que tiverem sido condenados por decisão colegiada (mais de um juiz), espera agora a assinatura do presidente Lula e, segundo a OAB, não há motivo para a lei, se aprovada, não valer já para as eleições deste ano, uma vez que não modifica o processo eleitoral brasileiro.

Aparentemente, essa notícia não está diretamente ligada ao processo de mobilização social. Parece mais uma dessas decisões tomadas pelas elites políticas e inúmeras empresas privadas, que desconsideram as visões e valores de pessoas no mundo. Mas não é. Dessa vez, o Brasil mostrou, ainda que através do ciberativismo, que sua postura ativista apenas estava adormecida. A campanha "Ficha Limpa" é uma iniciativa da Avaaz (“voz” em várias línguas asiáticas e européias), maior rede de mobilização online do mundo. Assim, presenciamos a ascensão de um modelo de democracia participativa, guiado pela sociedade civil através da Internet, que aliada à tecnologia permitiu que os cidadãos se conectassem e se mobilizassem.

Vale ressaltar que campanha passou por vários estágios, desde a mobilização inicial até a aprovação pelo Senado, e a população assinou todas as petições. Houve quem se posicionasse contra, a exemplo dos deputados baianos José Rocha (PR), Marcelo Guimarães Filho (PMDB), Maurício Trindade (PR) ,Veloso (PMDB).

Sem dúvida, esse acontecimento além de representar um importante passo na moralização política do nosso país, deixa clara a importância do uso consciente da Internet, bem como a primordialidade da inclusão digital como instrumento de inserção/inclusão social. Não cabendo tratar em linhas distintas os moviemntos de exclusão social e de exclusão digital.

Mais no site do Avaaz e no Diário Catarinense.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Estatal com pendências judiciais será gestora do PNBL

O Governo reabilitou a Telebrás, através da integração a seu patrimônio da empresa Eletronet, subsidiária da Eletrobrás e das redes e demais infraestruturas de fibras óticas da Petrobrás, deixando sob sua responsabilidade o Plano Nacional de Banda Larga.

A reativação da estatal, além de gerar polêmica entre executivos do setor de telefonia, para os quais as empresas privadas têm condições de liderar o Plano Nacional (e a competição em bases desiguais de uma estatal poderia desestimular investimentos pela indústria), ainda foi alvo de duras críticas pelo fato da companhia apresentar pendências judiciais. A ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, acredita que a pendência judicial que ronda o Plano Nacional de Banda Larga, - relacionada às fibras ópticas apagadas da Eletrobrás, que se encontravam em poder da Eletronet - será resolvida após o processo de falência da Eletronet. Segundo a ministra, o Governo possui liminar favorável à romatada desses ativos em poder da Eletronet, razão pela qual, explica Erenice Guerra, não foram vistos motivos para não deixar de inserir todas as fibras que foram devolvidas à Eletrobrás por decisão judicial.

Atualmente apenas 21% dos domicílios, ou 5,3 a cada 100 brasileiros, possuem acesso ao serviço de banda larga. "O desenvolvimento brasileiro só será efetivo com a inclusão digital. A inclusão digital deve ser programada como um projeto de inclusão social", afirmou a ministra.

Neste ano, a rede terá extesão de 11, 3 mil quilômetros, utilizando os chamados anéis do Sudeste e Nordeste. Até 2014, a rede chegará a 30 mil quilômetros. Essas regiões serão priorizadas por já contarem com anéis de fibra ótica necessários para a implemetação da banda larga. Entre os primeiros contemplados estão: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Brasília. Seguidos pelo litoral da Bahia até o Tocantins e por Ceará, Sergipe, Pernambuco. Roraima ficou de fora porque não possui rede de fibras óticas. No entanto, o Governo afirma que vai incluir o estado no PNBL.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Analfabetismo Digital e Futuro da Educação



O vídeo acima lança a questão: até que ponto é possível afirmar que há uma inclusão digital no Brasil? E se considerarmos que muitos usuários usam a rede somente para o envio e recebimento de e-mails? Isso é inclusão digital?
Em seu artigo, a Professora
Denise Correa Araujo, PhD em Literatura, propõe um analogia com o número de analfabetos no mundo: "É analfabeto apenas quem não sabe lê ou escrever, ou também quem lê e não entende?" Para ela, o mesmo se passa na rede, porque quem não sabe se expressar verbalmente não conseguirá fazê-lo na rede. Nesse sentido, será que a rede vai democratizar a sociedade? Promover a igualdade? O fato é que, atualmente, estar incluso digitalmente está para além de enviar e-mails. As pessoas usam a Internet para tornar suas vidas mais simples, através de telefonia móvel, wi-fis, lan-houses (e tudo que está contido no que Araujo chama "hipertrópole digital"- uma mega metrópole virtualizada). Porém, essa é a realidade de apenas, segundo o Ibope, 34,5 milhões de pessoas, sendo que 12 milhões dos domicílios do País (ou 21%) têm banda larga, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Colaboração com o Projeto Todo Mundo Pode Mais até 30 de abril

O Comitê para Democratização da Informática (CDI) é o relaizador do projeto Todo Mundo Pode Mais, que visa ampliar a inclusão social de crianças, jovens e adultos carentes de Santa Catarina. O objetivo do projeto é que mil pessoas sejam incluídas digitalmente no ano de 2010. Além de convocar voluntários que possam ministrar os diversos cursos e orientar o acesso aos serviços de internet e de softwares e aplicativos para a comunidade, o projeto disponiblizará um espaço em que é possível acessar gratuitamente a internet e suas ferramentas e aplicativos, softwares de escritório, além de participar de cursos de informática básica e avançada que contemplem discussões sobre cidadania, visando à participação e transformação individual e social.

Empresário e interessados podem colaborar com os recursos necessários para a campanha "Todo Mundo Pode Mais" até o dia 30 de abril de 2010.

Fontes: CDI na Mídia
Leia sobre o projeto Todo Mundo Pode Mais.

domingo, 18 de abril de 2010

Conhecer também é preciso


Eis um questionamento pertinente ao tema Inclusão Digital. Até que ponto a população está relamente esclarecida quanto a isso?

A reportagem descontraída da equipe Plágio do canal SESI nos traz uma reflexão sobre o quanto as organizações governamentais tem se preocupado com o desenvolvimento de sua população. É fato que muitos políticos enchem a boca para falar de projetos de inclusão digital, que culminará em um grande acesso à população independente de suas classes sociais. Enquanto discutíamos isso em equipe, nossa colega Sara sabiamente soltou uma frase no mínimo interessante:

“É fato que muitos tem direito, mas não sabem o que é. Tem o acesso, mas não sabem usar.”

E isso é comprovado no vídeo acima. Percebam que, muitos se referem à “inclusão digital” como um aparelho celular, e de fato, é verdade pois o telefone celular é um instrumento de inclusão digital. Contudo, é necessário irmos mais fundo, e levarmos a sério essa acessibilidade que dá direito a todos.

O governo em sua tentativa de fazer valer a pena seu discurso democrático oferce alguns programas de inclusão digital, como por exemplo a Açao Digital Nordeste, que tem como objetivo fortalecer institucionalmente pequenas organizações não-governamentais do Nordeste brasileiro, através da provisão de equipamentos, capacitação em informática e tecnologias de informação e comunicação, além de conexão à Internet.

Com isso, fica claro que não basta ter acessibilidade aos aparatos digitais, é necessário que se tenha também o acesso ao conhecimento dessas novas tecnologias.

sábado, 17 de abril de 2010

Inclusão Digital em Presídios


O site alagoasemtemporeal.com divulgou essa semana uma iniciativa do Sesi em parceria com a Intendência Geral do Sistema Penitenciário (Igesp) de Alagoas que visa o incentivo a leitura e a inclusão digital dos presos. Segundo o site será implantado um centro muiltimídia que contará com a presença de dez computadores e monitores capacitados além de uma pequena biblioteca no presídio. O projeto Indústria do Conhecimento segundo sua gestora em Alagoas Sílvia Braga tem auxiliado a elevar os números de novos leitores e inclusos digitais em todo o país. Inicialmente o projeto foi implantado em outros municípios da região e dentro de noventa dias estará em funcionamento dentro de um complexo presidiário. Essa iniciativa visa a ressocialização e capacitação dos presos, parece ser uma iniciativa pioneira por aqui, esperamos que se espalhe por outros presídios do país.

domingo, 21 de março de 2010

Inclusão Digital na Amazônia


A BBC iniciou uma série de reportagens que tem um perfil documental sobre as mudanças causadas pela inclusão e exclusão digital em diferentes espaços mundiais. Um dos assuntos que a série pretende abordar são os usos e consequências das tecnologias de informação quando utilizadas por grupos até então privados da inclusão digital como os índios Suruí, divisa de Rondônia com o Mato Grosso.
A série denominada Superpotência levou o repórter Pablo Uchôa a comunidade indígena amazônica Suruí para conviver por alguns dias com o grupo, e registrar os usos e influências da tecnologia dentro da tribo. No site da BBC o jornalista postou uma espécie de diário contando suas aventuras e descobertas por lá. A comunidade Suruí recebeu da Google treinamento para utilizar a internet e tem usado o Google Earth e o You Tube para divulgar a história da comunidade e também a devastação da natureza local.
O fato é que a inclusão digital se mostrou forte aliada nas lutas pela preservação tanto do povo e de sua cultura como da já tão violentada natureza local. O acesso às tecnologias de informação possibilitou visibilidade mundial a causa indígena.

Reportagem no site da BBC.
Confira vídeo do chefe Suruí sobre a importância na Internet para a tribo, no You Tube.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Prólogo: O que é Infoinclusão?

Sinônimo de inclusão digital, infoinclusão é a democratização do acesso às novas tecnologias da comunicação, de forma “igualitária”, minimizando o movimento maior de exclusão social. É, portanto, um dos maiores desafios impostos pelas atuais tendências globais, visto que o problema está além da utilização da nova linguagem. Trata-se da superação das limitações humanas por meio da tecnologia. Para tanto, é preciso proporcionar, não só o computador, mas também acesso à rede e domínio das ferramentas.

“Exclusão digital é o termo utilizado para sintetizar todo um contexto que impede a maior parte das pessoas de participar dos benefícios das novas tecnologias de informação. Digital também porque hoje as conseqüências da exclusão social acentuam a desigualdade tecnológica e o acesso ao conhecimento, aumentando o abismo entre ricos e pobres.” (SPAGNOLO, [200-?]).

Vivendo na chamada Sociedade da Informação, torna-se impossível estudar a relação entre a tecnologia e a comunicação sem considerar os dispositivos tecnológicos que viabilizam a interação entre os indivíduos e as consequências do ritmo da evolução tecnológica, que poderá agravar exclusão social, tornando a sociedade cada vez mais heterogênea, se não forem tomadas medidas compensatórias.

Nesse contexto, alguns alunos da Disciplina Comunicação e Tecnologia (COM 104), da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), utilizarão este espaço para discutir notícias, projetos e ações, bem como as vantagens e os prejuízos causados por esse movimento.